intervenção urbana
À convite da 11ª Bienal de Arquitetura, foi desenvolvido de forma experimental e colaborativa, um pequeno dispositivo de interação e registro que acompanhou alguns eventos da programação da Bienal em janeiro de 2018.

4 câmeras, 1 projetor, 2 baterias e 1 arduíno, dentro de um suporte de 8 faces, 4 hexagonais e 4 triangulares de acrílico portátil, o pequeno Sputnik é transparente enquanto material e enquanto desenho arquitetônico e tecnológico: todo o processo de construção e de programação foi elaborado no FAB LAB Livre da Vila Itororó.



Através de uma interface simples, com botões para acionamento, o Sputnik grava em vídeo a partir de 4 câmeras, podendo ser acionadas 3 câmeras ao mesmo tempo. Três pontos de vista num mesmo corpo. Ou ainda, o acionamento da 4ª câmera está vinculado à um projetor: pode-se acionar a câmera e o projetor simultaneamente, assim o que é projetado pode voltar a ser vídeo e assim sucessivamente, problematizando a ideia de registro e de realidade. Ao somar conteúdos e pontos de vista, busca promover uma reflexão estética e política sobre a cidade, criando novas narrativas visuais.

Na sua confecção, que é totalmente experimental, discute a democratização do design e dos meios, a intersecção entre disciplinas e fazeres. Para sua feitura, usa do corte a laser, impressão 3D, eletrônica básica e programação de arduíno, acionando os laboratórios livres de pesquisa em tecnologia.